Muita confusão tem sido feita em relação às necessidades nutricionais para a manutenção da saúde, principalmente em algumas situações especiais, como a sobrecarga profissional (trabalho excessivo), de intensa atividade física (atletas em treinamento ou em período de competição) ou simplesmente em determinados período de nossa vida (fase de crescimento, de gestação ou durante o avançar da idade).
Praticamente todas as funções do nosso organismo dependem de alimentos. Seja como combustível, para fornecer energia, seja como aditivos para promover o bom funcionamento dos processos metabólicos, todos estes elementos devem vir, direta ou indigenamente da alimentação.
Bons exemplos destes tipos de alimentos são:
Os carboidratos (hidratos de carbono), principais responsáveis pelos nossos suprimentos de energia. Os melhores exemplos são as massas e doces, ricos em amido e açúcares, cuja facilidade de digestão permitem que possamos adquirir grande quantidade de calorias em curto espaço de tempo. Por um lado, isto é muito interessante para quem está em pleno desempenho físico. Pode, porém, ser prejudicial para quem não utiliza todo o equivalente energético, pois o excedente será transformado em depósito, o que significa acúmulo de gordura. Temos, portanto, que equilibrar nossa ingestão de carboidratos com os nossos gastos, quando queremos manter nosso peso estável. Se, por outro lado, nos for recomendado uma redução do peso, podemos tanto restringir a quantidade de calorias como aumentar o consumo, sendo que ambas atitudes são benéficas, desde que devidamente orientadas. Calcula-se que metade da dieta de um dia deva-se constituir de hidratos de carbono.
As proteínas são o melhor exemplo de matéria prima para a constituição das nossas estruturas. Praticamente todos os nossos tecidos dependem da existência de uma adequada matriz protéica. Mesmo no sangue, temos uma grande quantidade de proteínas circulantes que são fundamentais a inúmeras funções. Os anticorpos, por exemplo, que nos defendem dos agentes agressivos, são proteínas especificamente fabricadas para cada tipo de atuação. Para manter sua produção adequada, necessitamos ingerir estas substâncias cotidianamente, em especial aquelas conhecidas como “de alto valor biológico”. Suas melhores fontes são os produtos de origem animal (carnes, ovos, leite) e devem se responsabilizar por pelo menos um terço da nossa dieta diária.
As gorduras exercem funções muito mais importantes do que pensamos. Todas as membranas do nosso corpo são compostas de derivados de gordura. Mesmo aquela depositada na pele tem a importante função de proteger-nos contra a perda de calor. Não pode, porém, ser excessiva. Com o envelhecimento, já ocorre naturalmente um aumento do tecido gorduroso. Se contribuirmos para que este acúmulo seja exagerado, certamente teremos todos os prejuízos da obesidade que, além da questão estética, também é muito importante em todas as doenças do aparelho circulatório e das articulações. Quem carrega excesso de peso, submete seu organismo a um desgaste desnecessário. Devemos preferir as gorduras de origem vegetal e evitar as derivadas da carne, nata ou gema, em uma proporção em torno de 20% do total da dieta.
As vitaminas, tão valorizadas popularmente, não fazem nada sozinhas. São fundamentais nos processos metabólicos e promovem inúmeras reações essenciais ao nosso organismo. Frutas e verduras frescas são suas principais fontes e, desde que ingeridas rotineiramente, são suficientes para suprir as nossas necessidades. Complexos de vitaminas devem ser reservados para situações muito especiais.